Franqueado da PopCorn Gourmet destaca gestão como fator decisivo para a sustentabilidade do negócio
Clipagem
16 de outubro de 2026
Mário Anderson aposta em processos, controle financeiro e desenvolvimento de pessoas para fortalecer a operação e planejar os próximos passos como empreendedor
Empreender por meio de uma franquia pode oferecer ao empresário uma estrutura já estabelecida, com marca, produtos e processos definidos. Isso, porém, não elimina os desafios da gestão cotidiana. Para Mário Anderson, franqueado da PopCorn Gourmet, o sucesso de uma operação depende da capacidade de transformar o modelo de negócio em uma empresa organizada, rentável e preparada para crescer.
O interesse pelo franchising surgiu quando Mário decidiu ampliar sua atuação como empresário. Na PopCorn Gourmet, encontrou uma proposta que ia além do produto, combinando o apelo afetivo da pipoca com uma apresentação sofisticada e possibilidades de consumo em diferentes ocasiões. A experiência também ampliou sua visão sobre o funcionamento de uma empresa, levando-o a olhar para aspectos como gestão de pessoas, canais de venda, controle financeiro e expansão.
“Comprar uma franquia não significa comprar um negócio que funciona sozinho. Existe uma diferença enorme entre gostar de uma marca e operar uma empresa”, afirma Mário. Segundo ele, a rotina exige atenção a fatores que nem sempre são percebidos pelo consumidor, como estoque, custos, fluxo de caixa, equipe, sazonalidade e indicadores de desempenho.
Ao longo da trajetória, o empresário passou a compreender que a organização dos processos é essencial para manter a operação sob controle. O acompanhamento das vendas, a gestão de estoque, a redução de perdas, o treinamento das equipes e a padronização do atendimento estão entre os pontos que considera fundamentais. Mais do que observar o faturamento, ele destaca a importância de entender a rentabilidade de cada canal e o resultado efetivo da unidade.
Essa mudança de perspectiva também influencia a maneira como Mário avalia o crescimento. Para ele, uma operação com vendas expressivas não é necessariamente saudável se os custos e as margens não sustentam o negócio. A análise financeira, portanto, precisa estar presente nas decisões diárias e no planejamento de longo prazo.
A relação entre franqueado e franqueadora é outro aspecto importante nessa construção. Na avaliação do empresário, a troca de informações entre quem acompanha a rede de forma ampla e quem está diretamente em contato com o consumidor pode contribuir para o aprimoramento das operações. O franqueado conhece de perto as demandas da equipe, as mudanças no comportamento dos clientes e os desafios do ponto de venda, enquanto a franqueadora reúne uma visão mais abrangente da marca e do modelo de negócio.
A experiência também reforçou a importância da liderança e do desenvolvimento de pessoas. Com uma trajetória profissional ligada à formação de lideranças, Mário procura aplicar esse repertório à gestão de suas empresas. Para ele, produto, atendimento, processos e resultados financeiros precisam funcionar de maneira integrada.
“Não adianta ter um excelente produto se o atendimento não acompanha. Não adianta vender muito se a margem não sustenta a operação. Não adianta ter processos se você não desenvolve as pessoas responsáveis por executá-los”, ressalta.
Na avaliação do franqueado, o perfil de quem deseja investir nesse mercado precisa combinar disposição para aprender, disciplina e capacidade de tomar decisões. Também é necessário compreender que uma franquia não representa, necessariamente, um investimento passivo. Mesmo com uma estrutura previamente estabelecida, cabe ao empreendedor acompanhar os números, liderar a equipe e responder pelos resultados da própria operação.
Antes de investir, Mário recomenda analisar não apenas a expectativa de faturamento, mas também o capital de giro necessário, a estrutura de custos, as margens e os diferentes cenários financeiros. Essa preparação, segundo ele, ajuda a construir uma visão mais realista do negócio e a tomar decisões com maior segurança.
Para os próximos passos, o empresário pretende fortalecer a gestão, aprofundar o acompanhamento financeiro e avaliar oportunidades de crescimento com base em dados e na sustentabilidade das operações. A expansão continua entre seus objetivos, mas acompanhada de critérios que vão além da abertura de novas unidades.
“Crescer não significa simplesmente abrir mais pontos. Crescer significa construir operações saudáveis, rentáveis e capazes de se sustentar no longo prazo”, afirma Mário. A perspectiva reflete uma visão de empreendedorismo que prioriza a consistência dos negócios e a evolução contínua da gestão, com planos que também envolvem sua atuação como consultor e profissional de desenvolvimento de pessoas.
